A Pfizer e a Valneva anunciaram esta semana que sua vacina experimental contra a doença de Lyme demonstrou "forte eficácia" em um ensaio clÃnico avançado, embora não tenha atingido o objetivo primário.
De acordo com a declaração conjunta, a vacina candidata demonstrou "mais de 70% de eficácia" na prevenção da doença em pessoas com 5 anos ou mais. No entanto, o número de casos observados durante o estudo foi muito pequeno para atingir o objetivo estatÃstico primário na análise inicial.
Até o momento, não existe vacina humana aprovada contra a doença de Lyme, uma infecção causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapatos. Ela geralmente se manifesta como uma erupção cutânea ao redor da picada, mas também pode levar a complicações, incluindo neurológicas. A vacina desenvolvida pela Pfizer e pela Valneva visa estimular a produção de anticorpos contra a bactéria. Quando um carrapato pica uma pessoa vacinada, ele ingere esses anticorpos, o que bloqueia a transmissão da infecção.
Apesar de não ter atingido a meta, a Pfizer afirma estar "confiante no potencial da vacina" e planeja submeter pedidos de autorização às autoridades americanas e europeias.
Pascal Lemontel
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